domingo, 5 de julho de 2009

Rei deposto e racismo exposto

De todos os escândalos mostrados pela mídia nessa última semana, sob o pretexto de relembrar a trajetória de sucesso do Rei do Pop, Michael Jackson, penso que o que realmente mais deixou indignado o mundo foi a petulância dessa sujeito, que começou a carreira ainda menino e foi coroado como REI, e não um Rei de um território demarcado, mas um rei que ia além de qualquer fronteira geográfica e alcançava o mundo inteiro, foi o fato de esse rei ser NEGRO.
O que faz o número de plásticas, a cor da pele, a concepção de seus filhos, e sua vida afetivo sexual interessar a todos? O fato de ele ser uma celebridade, certamente.
Mas o que faz que se queira desacreditá-lo sempre, fazendo com que ele sempre seja visto com excêntrico, estranho, pedófilo, nada mais édo que racismo.
Se ele tivesse nascido branco, muitos de seus pecados seriam perdoados.
É impressionante que entre acreditar que ele sofria de uma doença que retira a pigmentação da pele ( e que é tão fácil verificarmos a existência no dia-a-dia) ou que ele fez procedimento para clarear a pele artificialmente, as pessoas prefiram acreditar na segunda hipótese...
O que me incomoda é que isso seja tão naturalizado.
O racismo existe e nós o naturalizamos tanto que ele se tornou invisível...........
E não se luta contra o que não se vê.
Então,
Se não o vemos, ele não existe, e não é combatido...
Criamos uma engrenagem cada vez mais perversa de perpetuação do racismo.
E somos responsáveis por isso.
Todos nós.
Sem exceção.

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